segunda-feira, 28 de julho de 2014

Tratamento anual da vinha

Janeiro
Para novas videiras: Mergulhar a vide em água, podar a raiz e enterrar o bacelo.
Para as existentes: Limpar as cepas até ao início das raízes principais, descascando-as à mão ou com raspadores para o efeito, pincelar ou pulverizar com caldas ferro-cálcidas ou oleosas. Desinfetar as videiras que foram atacadas pelas cochonilhas ou pelo algodão.  

(Prejuízo: As cochonilhas sugam a seiva da videira podendo, em ataques muito fortes causar desfoliação precoce das cepas e mesmo o seu enfraquecimento, se os ataques se derem em anos sucessivos. Devido à secreção de melada açucarada é vulgar ocorrer o enegrecimento das cepas e órgãos atacados devido à instalação de um fungo – fumagina – e o aparecimento de formigas. Esta situação associada à presença do algodão, típico desta praga, desvaloriza a uva de mesa. Fonte: http://www.syngenta.com).

Fevereiro
Prosseguir com as fertilizações iniciadas no mês anterior. Reparar bardos, lateiros e ramadas, substituindo ou endireitando os esteios e esticando ou consertando os arames. Iniciar a enxertia, utilizando castas apropriadas, nos locais abrigados. Cortar as raízes que surjam por cima da soldadura do enxerto.

Março
Conclusão da poda nas zonas mais frias e nas regiões mais atreitas a geadas tardias. Prosseguir as enxertias com as castas mais apropriadas, recorrendo às coleções oficiais por oferecerem garantias para a obtenção de garfos. Combate às nóctuas e aos pulgões com os produtos para o efeito. Início dos tratamentos quinzenais contra o míldio e o oídio com sulfate de cobre e enxofre, respetivamente.
Abril
Proceder à adubação das vinhas cansadas. Prosseguir, quinzenalmente, com os respetivos tratamentos contra o míldio, oídio e outros inimigos das videiras.
Maio
Continuam os tratamentos quinzenais contra o míldio e o oídio, devendo prestar-se a maior atenção a qualquer elevação de temperatura acompanhada de humidade, que pode provocar rápido desenvolvimento de fungos.
Junho
Este é um dos meses mais críticos para a vinha do ponto de vista da sua sanidade. O míldio, se ataca, pode destruir a produção pela invasão dos cachos, que faz cair e abortar. E o oídio se o tempo é favorável, não mais os abandona até que pinta o bago. A calda cúprica ou as caldas de fungicidas orgânicas de síntese continuam a aplicar-se preventivamente; o enxofre usa-se curativamente, quando o oídio se manifesta.

O esladroamento (eliminação dos ramos ladrões que surgem posteriormente à poda de inverno)  deve proceder a desfolha, porque às vezes a eliminação de um ladrão, ou mamão basta para evitar o corte das folhas; os ladrões não aproveitados para formar varas de poda, são quebrados normalmente com o polegar e o indicador, e nunca esgarçados.
Julho
Ainda se fazem enxofras e sulfatadas, efetuadas consoante as necessidades.
Se além do calor próprio da época também caírem chuviscos, ou houver névoas, as curas repetem-se amiudadas vezes. Desfolhar em volta dos cachos, não deixar que estes fiquem expostos à incidência direta dos raios solares.
Empar os bardos nas ramadas ou latadas, não cortar as pontas das varas para não comprometer a atividade das videiras.
Agosto
Executar a desparra, que não deve ser excessiva, para que a maturação das uvas se faça nas melhores condições. Não deixar de tratar e inspecionar os excertos, amarrando-os, esladroando-os e, até se necessário, regando-os. Manter, ainda, a vigilância contra a possível ocorrência de ataques do míldio e do oídio, prosseguindo com os tratamentos adequados.
Setembro
Desfolhar com cuidado se a maturação das uvas ainda estiver atrasada. Marcar, antes da colheita, as melhores cepas para o fornecimento dos garfos para as enxertias.
Outubro
Continuar os trabalhos de vindima; é aconselhável, à medida que se vai vindimando, marcar as cepas mais produtivas e sãs, que servirão para o fornecimento de garfos.
Novembro
Escavar para a retenção das águas as chuvas e das folhas caídas.
Abrir e limpar valas e regos para dar escoamento aos excessos de água durante o Inverno.
Plantar, em terra bem repassada pelas chuvas, barbados enxertados ou bravos.
Começar a podar nos sítios menos frios.
Dezembro
Continuar a podar nas vinhas já despidas de folhagem, reservando para enxertia ou mergulha as vides sãs e com produção mais regular.
Proceder à fertilização e meter mato nas entrelinhas das vinhas cansadas, de preferência polvilhado com gesso ou cal.

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